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23/03/2017 ás 10h58

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Sete deputados do Piauí aprovam projeto de terceirização
Sete deputados do Piauí aprovam projeto de terceirização

Sete dos oito deputados federais do Piauí que estavam presentes na sessão votaram pela aprovação da lei que libera a terceirização em todas as atividades das empresas e várias do estado. Apenas Assis Carvalho (PT) e , votaram contra a proposta. Heráclito Fortes e Marcelo Castro não estavam presentes na sessão.



 



A lei aprovada, texto proposto há 19 anos, ainda do governo Fernando Henrique Cardoso, libera as empresas para contratar servidores terceirizados para todas as suas atividades. Antes do projeto, a Justiça não permitia a terceirização na principal atividade da empresa, apenas nas atividades secundárias, como serviços prestados.



 



Na bancada piauiense, votaram a favor do projeto os deputados Átila Lira (PSB), Mainha(PP), Iracema Portella (PP), Júlio César (PSD), Paes Landim (PTB), Rodrigo Martins (PSB) e Silas Freire (PR). O projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados por 231 votos a favor, 188 contra e oito abstenções, e segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. 



 



Projeto



A nova lei que rege a terceirização é parte das reformas apoiadas pelo Governo Federal para fazer a economia retornar à curva de crescimento. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi um defensor da proposta, argumentando que as novas regras facilitam a contratação de trabalhadores temporários. Outro apoiador foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que recentemente chegou a dizer que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”.



 



De acordo com a regra atual as empresas só podem contratar trabalhadores terceirizados para as chamadas “atividades-meio”. Por exemplo: uma escola poderia contratar terceirizados para os setores de limpeza, manutenção e segurança. Com a nova lei, essa regra deixa de existir, e a terceirização fica liberada para toda a empresa. No exemplo da escola, esta passa a poder contratar até professores terceirizados.



 



O projeto aprovado na Câmara em 2015 ressaltava que não havia vínculo de emprego entre as empresas contratantes e os trabalhadores terceirizados, mas exigia que 4% do valor do contrato fosse retido como garantia do cumprimento dos direitos trabalhistas e das exigências previdenciárias. O texto em aprovado na Câmara não prevê tais garantias.


FONTE: Portal o Dia

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