09/01/2017 ás 12h10
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Os teresinense que compram frutas e verduras na feira livre localizada ao lado do Mercado Central, na Rua João Cabral, centro de Teresina, desconhecem os riscos que correm ao consumir tais produtos. Ambulantes e feirantes da área usam água de um buraco de esgoto, do cruzamento das ruas João Cabral com a Desembargador Freitas, para hidratar milho verde, frutas e verduras que comercializam. O flagrante, feito em vídeo que circula nas redes sociais, mostra um ambulante coletando água da sarjeta e utilizando para "molhar" as frutas expostas em um carrinho.
No vídeo, o ambulante coleta a água por duas vezes utilizando a metade de uma garrafa PET e joga nas frutas acondicionadas no carrinho. A reportagem de O DIA esteve no local e constatou que essa prática é comum entre os feirantes instalados no trecho da Rua João Cabral entre as ruas Desembargador Freitas e Lisandro Nogueira. A todo instante, um feirante é flagrado pegando água em balde de 20 litros do buraco, que dizem ser um minador. Para eles, a água não é contaminada, apesar da cor escura, exalar odor, ser suja e receber dejetos do esgoto da Rua Desembargador Freitas. Aliás, a todo momento alguém lava as mãos no buraco.
O feirante Manoel Batista do Nascimento, conhecido como Azilado, disse que há 32 anos trabalha no local vendendo milho verde e sempre usa a água do buraco "minador" para hidratar seu produto. "Essa água é limpíssima, não é de esgoto mas de um minador, talvez de um cano quebrado da Agespisa", garante ele, acrescentando que todo mundo pega água ali para molhar o milho, já que o poder público não oferece nem dispõe de nenhuma condição para facilitar o trabalho deles. No instante que a reportagem de O DIA esteve no local, flagrou o seu Zé Lima pegando água para molhar seu milho, recusando-se a falar sobre o problema.
Sobre se houve fiscalização dos órgãos sanitários na área, quer seja do Estado ou do Município, Azilador garantiu que não tem conhecimento que isso tenha ocorrido. "Nunca passou um fiscal por aqui, ninguém da vigilância sanitária", frisou. Aliás, diz ele, lembrou que há seis atrás passou um fiscal da prefeitura, mas nada ligado às condições higiênica sobre as venda de frutas, verduras e milho no local.
FONTE: Portal o Dia
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