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18/04/2016 ás 15h02

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Professores da Uespi entram em greve por tempo indeterminado
Professores da Uespi entram em greve por tempo indeterminado

Professores, alunos e técnicos administrativos estavam reunidos na manhã desta segunda-feira (18/04) em frente ao prédio do Palácio Pirajá, no campus Torquato Neto, zona Norte de Teresina. Uma assembleia geral foi convocada pela Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp).



 



Dos 800 professores da instituição, cerca de 150 estavam reunidos na assembleia. Uma votação foi realizada para decidir se a classe entraria em greve. Quase todos votaram a favor e foi deflagrada a greve por tempo indeterminado.



 



Enquanto o movimento acontecia no campus Torquato Neto, a administração superior da universidade se reunia com cinco deputados estaduais, representantes do governo estadual. Flora Isabel (PT), João de Deus (PT), Magalhães (PT), Aluísio Martins (PT) e Luciano Nunes (PSDB) estavam na reunião. Eles discutiam a revisão da lei 6.772, publicada no Diário Oficial do Estado em 02 de março de 2016, que congela os salários e impede a mudança de nível dos professores.




 




Segundo a Adcesp, mesmo o governo se comprometendo com a retirada da Uespi da lei 6.772, os professores entenderam que a greve deveria acontecer. A nova lei exclui, ainda, a possibilidade de novas contratações através de concursos públicos, além de cargos em vacância não poderem ser substituídos.



 



Segundo a Associação dos Docentes da Uespi, também esteve entre as reivindicações a lei complementar 124 de 2009, que também rege sobre os planos de cargos e carreiras e salários da categoria. A lei foi adiada em 2013 e ainda não foi efetivada. A categoria ainda protesta pedindo autonomia administrativa e financeira.



 



O professor Daniel Solon explica que a greve decorre de outras reivindicações dos profissionais da Uespi. “Tem também as pautas da própria Uespi, que são o pagamento dos técnicos e tickets alimentação que estão atrasados, as pautas estudantis que são mais bolsas, melhorias nos cursos, mais concursos públicos, enfim, tem várias pautas que estão colocadas, inclusive a questão salarial dos professores.”, explicou Solon, ao O Olho.



 



A categoria se reunirá novamente no dia 27 de Abril (quarta-feira) em nova assembleia.


FONTE: O Olho

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