29/03/2016 ás 10h09
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Por: Orlando Berti*
Era um sábado de Aleluia. Estávamos no Sertão do Piauí. Precisamente na cidade de Oeiras (município mais antigo do estado). O lugar: a escola Farmacêutico João Carvalho, região central da cidade. Esse foi um dos colégios que o governador Wellington Dias estudou. Mas a pauta da reunião de quase cem pessoas era a comemoração dos 44 anos de formatura da turma concludente do ginásio daquela escola.
Entre dezenas de falas todas eram pautadas pela importância de um PROFESSOR no processo de formação educacional. Todas as professoras e professores da turma foram homenageados. Algumas das professoras tinham quase cem anos. Eram as estrelas da festa.
Passados quase meio século aquelas senhoras e senhores, vindos de todas as regiões do País e formadas e formados em várias profissões, se reencontraram e não deixavam de lembrar a importância de um docente para sua formação, não só acadêmica, mas social, política.
Mas por que será que as novas gerações tão pouco valorizam os professores? Será por que é mais fácil estudar na contemporaneidade? Será que a cultura de valorização dos docentes mudou? Será que esquecemos que para termos um engenheiro, um médico, um advogado, um jornalista, um bancário, quer qual profissão seja, necessitamos de um professor?
E por que os docentes são tão desvalorizados financeiramente?
O que vocês acham? Viva os professores desse Brasil tão combalido!
* Jornalista e orgulhosamente professor universitário. Atua em O Olho via Projeto de Pesquisa de Etnografia das Redações tentando entender o modo de fazer jornalismo no Piauí.
FONTE: O Olho
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