22/12/2015 ás 12h43
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Cercado de denúncias e investigações que dão conta de prisões de candidatos e suposta venda de gabarito por R$ 50 mil, o concurso do Tribunal de Justiça (TJ-PI), realizado no domingo passado (20/12), está ameaçado de ser mesmo anulado.
Tudo começou com a prisão de cinco pessoas, ainda durante a realização das provas de domingo, que estavam utilizando telefones celulares para receberem o resultado das questões através de outras pessoas.
Os nomes dos presos: Evelyn Mariane Oliveira Ferreira, Francisco Ivanderson Alves da Silva, Wallace Araújo Reis e Bárbara Brenalle Teles de Oliveira. Mais um menor foi apreendido. Um deles é de São Paulo (SP) e ainda segue preso por não ter pago fiança.
Na segunda-feira (21/12) uma mensagem começou a se espalhar via WhatsApp informando que na verdade foram 30 presos e que entre eles estariam filhos de um magistrado e o filho de um deputado de uma família conhecida da política piauiense. “A imprensa foi comprada”, dizia a mensagem.
Por toda a segunda a imprensa checou a informação. Não procede. Pelo menos não da maneira como espalharam via WhatsApp. Mesmo assim o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), desembargador Raimundo Eufrásio, confirmou em entrevista coletiva que se a Polícia confirmar fraude o concurso será anulado.
ANULAÇÃO DO CERTAME
Candidatos e professores de cursinhos particulares de Teresina já se posicionaram, através de Facebook, que a prisão de algumas pessoas com telefone celular já seria suficiente para anular o certame. Além disso já existem áudios que provam que existiam pessoas vendendo o gabarito por R$ 50 mil.
“Vamos ser cautelosos e esperar pela investigação da Polícia. Temos de nos basear por fatos concretos. Sabemos que cinco pessoas foram presas e temos esse áudio nas mãos da Polícia. Nem estou contestando e nem acolhendo o fato, mas prefiro aguardar a investigação”, disse Eufrásio.
Questionado sobre a homologação, o desembargador disse que não vai homologar ainda o concurso por conta da investigação. Quem está a frente dessa investigação é o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). O coordenador da Central de Flagrantes, delegado Luciano Alcântara, foi quem deu início aos trabalhos durante as prisões ocorridas durante o concurso. As supostas fraudes ocorreram em cinco salas diferentes de aplicação da prova, entre elas, uma no Instituto Federal do Piauí (IFPI) e uma na Universidade Estadual do Piauí (UESPI).
FONTE: O Olho
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