18/11/2015 ás 12h05
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O arbitral que definiria o formado do Campeonato Piauiense 2016 na tarde desta terça-feira foi adiado por um motivo curioso. O Caiçara, equipe de Campo Maior, estava representado na reunião com dois presidentes eleitos com estatutos diferentes: Francisco Ispo e Dílson Trindade. O choque dos dois pleitos levou a Federação de Futebol do Piauí (FFP) adiar para o dia 24 de novembro a assembleia entre os times da competição estadual para apresentar a fórmula de disputa. A entidade cobrou a regularização do clube alvirrubro, ameaçando a equipe de rebaixamento caso o impasse ainda continue.
Na reunião na sede da FFP, Francisco Ispo – eleito na última semana para o triênio 2015/2018 – apresentou a ata do pleito com os sócios do Caiçara. O dirigente afirmou surpresa sobre a suspensão do arbitral por causa de um novo presidente do clube. Segundo Ispo, Dílson Trindade teria encaminhado cartas de convocação de um segundo processo eleitoral, porém com o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) de outro time, da cidade de Piracuruca. Ispo não considera a segunda eleição legal e denunciou o caso na Polícia Civil.
- Não sabia, foi uma surpresa. A diretoria do Caiçara não sabia dessa situação, soube quando o presidente da FFP disse que estava colocando uma certidão com outra diretoria formada. Nunca o presidente do Caiçara foi convocado para isso, todos sabem que estou há três anos no clube e meu mandato vai até o dia 31. Se o Caiçara estivesse irregular, como fomos acusados, o time não teria participado do Campeonato Piauiense deste ano, o que seria uma incoerência. Fizemos eleição em Campo Maior, fui reconduzido ao cargo e dei entrada na FFP com a documentação. Essa pessoa criou um choque de duas certidões, a FFP não deveria nem ter aceitado isso – disse Ispo.
Francisco Ispo vai à delegacia denunciar segunda eleição (Foto: Emanuele Madeira/Globoesporte.com)- Peço desculpas ao torcedor do Caiçara. Uma pessoa se infiltrou e soltou uma bomba. Fazer o que? Vamos trabalhar a defender essa situação. Foram apenas quatro pessoas que assinaram a ata de eleição dele, a FFP não deveria nem ter aceitado esse documento. Esse grupo já desfiliou o Caiçara, só querem o mal. Existe só um estatuto, que permite o presidente ser renovado por um triênio, e o estatuto não foi remodelado - completou.
Presente na assembleia da FFP, Dílson Trindade não falou com a imprensa. A Federação de Futebol do Piauí (FFP) aguarda até o dia 24 um posicionamento do clube de Campo Maior. Caso a situação não seja resolvida, o clube não poderá participar do Campeonato Piauiense 2016, previsto para começar em janeiro.

FONTE: Globoesporte.com
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