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11/11/2015 ás 10h36

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Com alta nos combustíveis, inflação mensal chega a 0,97% no PI em outubro
Com alta nos combustíveis, inflação mensal chega a 0,97% no PI em outubro
A Fundação Cepro, órgão responsável pelo cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no Piauí divulgou um relatório onde afirma que a inflação registrada para o mês de outubro no Estado foi de 0,97%.  O combustível acumula de janeiro a outubro uma majoração de 15,66% enquanto o o álcool e o diesel subiram 4,30% e 4,11%, respectivamente. Os três, juntos, elevaram o segmento de transportes para 1,69% em outubro, e 11,39% no ano de 2015.


De acordo com o diretor de estatísticas e informação da Fundação, Elias Alves Barbosa, além dos combustíveis, alguns alimentos também continuam pressionando a inflação local.


“O açúcar, que tem sua alta diretamente ligada ao aumento do álcool (pois quando o valor deste combustível aumenta, os produtores deixam de desenvolver o bem alimentício para investir mais na produção do álcool) foi um desses produtos, sua alta foi de 5,79% ao mês e ocorre agora, depois de meses seguidos de uma baixa significativa”, explica.


Já produtos como arroz e feijão, presente em todas as mesas das residências de Teresina, apresentaram ligeira deflação (-0,12% e -0,87%, respectivamente).


A pesquisa constatou também uma forte influência nos itens componentes do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, em que o destaque foi a majoração da consulta médica (11,72%). “Outro item que me chamou atenção nesse mês de outubro foram os livros didáticos, antes mesmo de intensificarem o período de matrículas e compras de produtos escolares, quando esses preços aumentam vertiginosamente, nós já percebemos uma elevação de 8,66% nos livros de 1º e 2º grau, além dos cadernos (3,89%)”, destaca Elias Alves.


O custo da cesta básica, referencial básico para avaliação do poder de compra do salário mínimo, no mês de outubro aumentou 0,38%, acumulando em 11,21% nos últimos 12 meses. “Isso está refletindo na conjuntura de instabilidade porque vem passando a sociedade brasileira, em que tanto o consumidor, quanto o produtor/fornecedor, estão mergulhados”, comentou Elias.

FONTE: Portal Az

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