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20/10/2015 ás 12h52

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Os sete fatores que levaram o River à Série C do Campeonato Brasileiro
Os sete fatores que levaram o River à Série C do Campeonato Brasileiro
O River está na Série C. Maior feito da história recente de um time piauiense. Maior feito de toda a história do River. Para muitos, impossível. Mas o impossível aconteceu. Sete passos marcaram a trajetória do River até o momento da glória.


1. Flávio Araújo
O Rei do Acesso. Depois de fazer história pelo Icasa-CE, em 2009, pelo América-RN, em 2011, e pelo Sampaio Côrrea-MA, tendo conseguido levar o time maranhense da Série D para a Série B do Campeonato Brasileiro, o treinador Flávio Araújo chegara ao River no dia 26 de novembro de 2014. Com ele, também chegaram o auxiliar-técnico Hélio Pinheiro, o preparador físico Pedro Henrique e o preparador de goleiros Wellington Teles, toda a equipe que conseguiu quatro acessos em cinco anos. Atualizando a conta, cinco acessos em seis anos. 


2. Elenco
Na chegada de Flávio Araújo, o River tinha acabado de participar - sem sucesso - da Série D do Campeonato Brasileiro. Uma punição por escalação irregular de jogador fez com que o tricolor não passasse da primeira fase do nacional e frustrasse mais uma vez o torcedor. No entanto, o efeito terra arrasada durou pouco tempo. O time precisava ser refeito e, com o aval do novo treinador, os nomes começavam a surgir.


A manutenção de peças importantes para o time era a primeira etapa. Rafael Araújo, Amarildo, Kássio, Thiago Dias, Thiago Marabá, Esquerdinha, Rhuann e Eduardo permaneceram no time. Desses, três como titulares. 


Jogadores chegaram à pedido de Flávio Araújo. Os zagueiros Índio e Paulo Paraíba, o lateral-direito Toty, o volante Rogério, o meio-campista Júnior Xuxa e o atacante Fabinho, que chegava ao River depois de anos como jogador do Parnahyba. 


3. Preparação antecipada
Elenco formado, time em campo. No dia 2 de janeiro de 2015 os jogadores se apresentavam no Centro de Treinamento Afrânio Nunes. Pela frente, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e o Campeonato Piauiense, que daria ao campeão uma vaga na Série D do Brasileirão.


Foram 32 dias de preparação até a estreia do time na Copa do Nordeste, contra o Botafogo-PB, no dia 4 de fevereiro. O time tricolor não conseguiria passar da primeira fase da competição, mas mostrou que tinha um bom elenco e que brigaria por voos maiores. 


Leia também: O River subiu. E agora? As consequências da maior conquista do futebol piauiense este século




Título riverino veio após conquistar primeiro e segundo turno / Foto: Victor Costa / O Olho


4. Título piauiense
Para participar da Série D, tem que ganhar o Campeonato Piauiense. Essa era a principal missão do primeiro semestre segundo o próprio treinador, Flávio Araújo.


Missão dada... missão cumprida. Os números finais do estadual comprovam a superioridade técnica riverina no campeonato. Com 29 pontos, foi o primeiro colocado geral. As oito vitórias o deram o posto de maior vencedor. Menor perdedor com apenas uma derrota. O ataque marcou 22 vezes. A defesa sofreu cinco gols. Campeão.


5. Atraso de salário
Da lista, o ponto negativo. O Campeonato Piauiense foi decepcionante em relação ao público. Sem boa renda no estádio, o River começava a amargar prejuízos e a perda dinheiro sufocou o caixa até que 'explodiu' depois de conquistar o título piauiense. Para completar, o governo estadual atrasara seus repasses para o time. 


Com até três meses de salários atrasados, por duas vezes os atletas protestaram e não treinaram reinvidicando que os salários fossem acertados. No entanto, o desempenho do time não foi prejudicado dentro de campo e os bons resultados continuavam aparecendo. 


6. Resultado em casa
O River era constantemente criticado por não jogar bem diante da sua torcida. E era fato. Na Série D de 2014, por exemplo, dois dos quatro jogos dentro de casa terminaram em empate, pontos que fizeram falta no final da competição. Na Copa do Nordeste 2015, mais dois empates diante do torcedor riverino e mais uma vez os pontos fizeram falta para a classificação.


Boas vitórias do River no Albertão garantiram o tricolor na Série C do Brasileirão / Foto: Victor Costa / O Olho


Na Série D 2015, o começo não foi diferente. A estreia no Albertão contra o Palmas-TO terminou em 1x1. No segundo jogo em casa, dessa vez contra o Guarany de Juazeiro-CE, 0x0. A partir daí, duas vitórias em casa selaram a classificação riverina. Contra o Imperatriz-MA, 2x1; contra o Santos-AP, 1x0. 


Na fase de mata-mata, o River enfrentou o Estanciano-SE fora de casa no primeiro jogo e foi derrotado por 2 a 1. Vencer dentro de casa no jodo da volta agora era uma necessidade ainda maior. E venceu. Um 3x0 maiúsculo.


Já contra o Lajeadense-RS, era o contrário: o primeiro jogo seria no Albertão. Fazer um bom resultado poderia significar a classificação e o acesso à Série C. Na partida, o River foi superior do primeiro ao último minuto e o resultado refletiu isso: 3x0. Na volta, até uma derrota por dois gols de diferença daria a classificação ao River. Não foi necessário. 


7. Torcida
Durante toda essa trajetória, um fator era comum ao River: a presença do seu torcedor. Comandados principalmente pelas Torcida Organizadas do clube, o torcedor fez festa na Série D e culminou com os dois ótimos públicos na fase de mata-mata que foram fator decisivos para que o River conseguisse chegar a resultados que o levaram à Série C. 


Torcida do River fez bonita festa durante a Série D / Foto: Reprodução

 

FONTE: O Olho

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