18/01/2019 ás 08h15
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Redação
Oeiras / PI
A publicação da Lei 7179/19, de autoria do deputado estadual Júlio Arcoverde (PP), que regulamenta a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas dentro de estádios e praças esportivas do Piauí, tem provocado dúvidas quanto a algumas proibições impostas.
São normas que, segundo o deputado Júlio, visam garantir a segurança do torcedor e dos atletas, e também ajudar a incrementar a renda da Federação de Futebol do Piauí e também dos clubes.
A reportagem conversou com o parlamentar que ajudou a tirar algumas dúvidas sobre a nova norma, publicada no Diário Oficial do Estado.
Deputado, que mudanças basicamente trazem essa nova Lei Estadual
Júlio Arcoverde: Na verdade, essa lei é mais uma adequação do que já existia no estado do Piauí. Tínhamos uma lei que proibia de vender bebida alcoólica dentro do estádio. Mas as pessoas saíam no intervalo ou mesmo durante o jogo e compravam a 10 metros do estádio. E com isso, os clubes e a federação não tiravam nenhum proveito em relação às cervejarias. Então, o que a gente regulamentou? A gente regulamentou o tipo de bebida que tem de ser vendido no estádio, a forma que tem que ser vendida por conta da segurança e das equipes de futebol e os locais onde vão ser vendidos.
180: Que ganho isso traz para o esporte piauiense?
Júlio: Com isso a gente pode fazer como foi feito agora no Campeonato Piauiense, uma grande parceria com empresas distribuidoras de bebida, com cervejarias, que no futuro podem até tirar a responsabilidade de administração dos estádios e ginásios do governo do estado, assumindo para própria administração delas.
180: Foi feito um estudo ou há estimativas de quanto a federação vai ganhar com isso?
Júlio: Um grande passo a gente já deu. O governo Bolsonaro já proibiu qualquer tipo de patrocínio da Caixa Econômica. Ano passado o Piauiense foi patrocinado pela Caixa. Então, esse ano, por conta dessa lei, a cervejaria Kaiser assinou um contrato com a Federação de Futebol, não sei o valor, para patrocinar todo o campeonato de futebol do Piauí, se não tivesse essa lei, o campeonato nem se realizaria por falta de patrocinador.
180: As regras desta nova lei também se atentam para a questão da segurança.
Júlio: Sim, proíbe bebidas com teor alcoólico acima de 14%. Uísque e cachaça é proibido vender. O que será vendido, só em copos de plástico justamente para ter segurança. O que a gente está abordando é o seguinte. O que existia no Piauí e em outros estados do Brasil: você proibia de vender, a bebida entrava clandestina. O maior evento de futebol do mundo, que é a Copa, quando veio para o Brasil o governo fez uma lei específica para autorizar a venda de bebida nos estádios. Nós apenas regulamentamos. Porque pode na Copa do Mundo e não pode nos campeonatos estaduais, que precisam realmente de patrocínio?
180: O futebol piauiense, deputado, ainda carece muito de incentivo, principalmente de patrocínio. O que mais pode ser feito para fomentar o futebol e o esporte piauiense?
Júlio: Nós temos que tirar o esporte da carta do governo. O estado hoje está passando por uma situação muito difícil. Não tem condição de cumprir seus compromissos na totalidade. E o futebol do Piauí foi acostumado a ficar recebendo dinheiro. Uma ajuda que o estado fingia que pagava e que os clubes fingiam que recebiam. Cada um sobrevivia como podia. Eu acho que o maior projeto que já teve no Piauí de fomento ao esporte foi o projeto do segundo governo Wellington Dias, da nota fiscal, acho que a gente poderia trabalhar de volta esse projeto. Isso é o que estamos tentando ver com o secretário Rafael, quando a gente chegar [de viagem], porque a Federação me incumbiu deste trabalho, pra ver se a gente reativava o projeto da nota fiscal. Foi o projeto mais exitoso que teve no estado do piauí não só para o futebol, mas para qualquer esporte no estado.
FONTE: 180graus
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